Estimativa é que reposição de autopeças cresça acima de 6% até 2023

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Estimativa é que reposição de autopeças cresça acima de 6% até 2023


Estudo apresentado em evento promovido pelo Sindipeças aponta que tamanho e envelhecimento da frota de veículos no Brasil serão fatores importantes para o crescimento do mercado, que hoje já é de mais de R$ 100 bilhões. Acompanhe e conheça quais as oportunidades que isso oferece para sua empresa.

Realizado em formato virtual, o evento ocorreu em 5 de abril de 2021 e reuniu aproximadamente quinhentos participantes, com representantes de entidades da Europa, Estados Unidos, México e Argentina, além de dirigentes de empresas e entidades brasileiras.

O 2º Encontro da Indústria de Autopeças, organizado pelo Sindipeças, abordou diversos temas de interesse do mercado de autopeças, com estratégias para o setor ser cada vez mais competitivo e integrado ao mercado internacional e estar preparado para acompanhar os desafios e as oportunidades que se avistam no cenário de curto e médio prazos, como as transformações da indústria 4.0, a evolução da tecnologia empregada na fabricação de veículos e as mudanças nos formatos de comércio de autopeças e prestação de serviços de reparação.

O setor de reposição

O segmento de reposição automotiva brasileiro já movimenta R$ 100 bilhões e, segundo a conclusão do estudo realizado e apresentado pela consultoria McKinsey, deve crescer entre 6% e 7% até 2023.

Esse percentual bastante animador é fruto do tamanho e envelhecimento da frota – principalmente de veículos de passeio, que não deve aumentar significativamente – o que vai demandar mais manutenção e, consequentemente, maior número de componentes substituídos.

O levantamento da McKinsey indica ainda que vai aumentar o número de automóveis com 12 anos ou mais de uso, passando dos atuais 41% da frota para 45% já no próximo ano. Com isso, a porcentagem de carros novos vai se manter estável, em torno de 14%. Os automóveis de passeio devem ser responsáveis por 62% dos negócios do setor, enquanto os veículos pesados responderão por 28% e as motocicletas pelos 10% restantes.

Em comparação com o mercado norte-americano, as oficinas no Brasil, embora sejam em número muito menor que nos Estados Unidos, também atendem menos automóveis, o que revela uma falta de consciência dos proprietários com a manutenção.

Segundo a consultoria, uma oficina americana atende quase três vezes mais veículos que as empresa de reparação brasileiras. Então, caso ocorra uma mudança de comportamento por parte dos consumidores do País, isso vai representar outra oportunidade de negócios, indica o estudo.

Os maiores percentuais dos itens que geram demanda nas empresas de reparação são pneus, óleo de motor, componentes de freio e baterias, Estes itens, junto com filtros e outros produtos químicos representam até agora cerca de R$ 38 bilhões das vendas apenas nas aplicações em veículos de passageiros.

Imagem: estudo Mckinsey & Company

Os serviços de reparo onde existem a utilização de peças mecânicas, componentes eletroeletrônicos, como os realizados nos sistemas de arrefecimento e exaustão, suspensão e direção, motor e transmissão e gerenciamento eletrônico do motor representaram outros R$ 26 bilhões.

Mas não há somente boas notícias para o mercado de reposição no estudo. Segundo a McKinsey, as novas tendências apontam para uma maior competividade e novos agentes disputando uma fatia deste mercado, com clientes com maior poder de decisão e oferta de serviços (canais on-line, e-commerce, serviços diferenciados e outras), além das novas tecnologias dos veículos, com a iminente entrada dos veículos elétricos e carros conectados e num futuro não muito distante dos modelos autônomos.

Imagem: estudo Mckinsey & Company

As recomendações do estudo para as empresas que pretendem se manter fortes e competitivas neste novo cenário do mercado envolvem 3 etapas:

1 – Avaliar novas tendências e cenários de mercado.

2 – Considerar o impacto do novo modelo de aftermarketk.

3 – Definir uma estratégia adequada e um plano de negócios.

Se quiser saber mais, o estudo da consultoria McKinsey e todas as apresentações estão disponíveis no portal do Sindipeças

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