Reciclagem automotiva: um bom negócio para a economia e para o meio ambiente

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Reciclagem automotiva: um bom negócio para a economia e para o meio ambiente


A idade média de um automóvel no Brasil era de nove anos e seis meses em 2019, sendo que um terço da frota tem mais de 10 anos. Estes números revelam um problema preocupante: o que fazer com tantos carros envelhecidos? A resposta: reciclagem automotiva!

Desconsiderando os carros novos e com até 3 anos de uso, a maior parte dos veículos (quase a metade) tem entre 4 e 10 anos, enquanto os demais têm entre 11 a 20 anos e menos de 6% têm mais de 20 anos. A esses veículos mais velhos e já em fim de vida útil somam-se os sinistrados e aqueles abandonados e recolhidos em pátios e terrenos baldios, todos enferrujando, poluindo o terreno, gerando sucata não produtiva e foco de proliferação de doenças.

Estoque de veículos abandonados e enferrujando que poderiam gerar novos produtos e serviços, além de evitar poluir o meio ambiente

Esse é um estoque disponível para a reciclagem e que é pouco aproveitado. A solução é reutilizar e reciclar partes usadas destes automóveis, uma opção vantajosa não apenas para o meio ambiente, mas também para a economia.

Reciclagem automotiva no Brasil e no mundo

A verdade é que a comercialização de peças usadas não chega a ser uma novidade no Brasil. Porém, o fato é que ela sempre esteve relacionada ao mercado informal e, muitas vezes, abastecida por veículos roubados. No Brasil, em fins de 2014 a venda de peças usadas foi regulamentada, tornando-se um setor fértil para abertura de novos negócios.

Em diversos países, como Estados Unidos e Japão, a prática do reaproveitamento já acontece há bastante tempo, com nível de reciclagem de mais 80% do total da frota. No Brasil, esse processo ainda é baixo, representando apenas 1,5% da frota, segundo avaliação da Sindinesfa (Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço).

Pouca gente sabe, mas a maioria das peças usadas nos carros podem ser recicladas. Os para-brisas, por exemplo, podem virar garrafas e os pneus podem se transformar em asfalto. Algumas delas podem até mesmo ser usadas nos próprios carros.

Um veículo é composto de em média 18% de plástico, 7% de borracha, 55% de metais e 20% de outros materiais. Sendo assim, grande parte dos materiais podem ser reciclados e os que não passam por esse processo podem ser reutilizados em novos modelos fabricados.

Como a reciclagem automotiva funciona?

A operação de um serviço de reciclagem automotiva requer muito cuidado e atenção. Ela começa com a descontaminação do veículo, onde gases e fluídos são retirados do carro e recebem uma destinação ambientalmente correta.

Peças em aço vão alimentar a indústria siderúrgica, gerando novas chapas para abastecer a indústria metalúgica

Em seguida, se inicia o processo de desmontagem, quando as peças são separadas, avaliadas e classificadas. As consideradas em perfeito estado ou com pequenas avarias, mas que não comprometem seu funcionamento, recebem um código digital que garante a sua procedência e rastreabilidade para serem direcionadas à venda. As demais, consideradas impróprias para revenda, são encaminhadas para outras empresas que fazem a reciclagem correta do material.

Tipos de Reciclagem

Segundo o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), as formas de reciclagem mais utilizadas, com os materiais derivados da indústria automobilística são a reciclagem energética, química, mecânica chegando até a reutilização industrial de materiais nesta ou em outras indústrias.

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